Quando a gente olhou para o varejo de redes de loja fora do eixo Sul-Sudeste, encontrou um padrão: donos de duas, três, cinco lojas tocando tudo em planilha, WhatsApp e um ERP genérico em que multi-loja é um plano caro e mal resolvido. É um cliente grande em volume e mal atendido — exatamente onde um SaaS vertical e regional pode ganhar.
O cliente que ninguém atende bem
O Multi, uma das startups do estúdio, nasce dessa lacuna: gestão rede-first, em que a rede é o produto, não um tier premium. Estoque rastreável por IMEI com transferência entre lojas, PDV de novo e seminovo, ordem de serviço, financeiro e CRM — com a operação consolidada da rede e de cada unidade. Não é ERP genérico vestido de varejo.
Beachhead estreito vence mercado amplo
Em vez de mirar o Brasil inteiro, começamos por Aracaju. Venda hand-to-hand, um Founding Member Program com poucas lojas, feedback semanal e migração feita junto no onboarding. Mercado pequeno e bem servido constrói referência mais rápido do que mercado grande e disperso.
A relação local é o moat
- Migração gratuita no onboarding — a barreira de troca some
- Acesso direto a quem constrói o produto, não a um SAC distante
- Preço transparente, sem 'fale com vendas' para saber quanto custa
- Linguagem de dono de loja, sem a curva de um ERP genérico
Feature não vende sozinha
Os concorrentes têm features. A brecha não é técnica — é de posicionamento: ninguém trata a rede como produto central, com preço claro e atendimento de verdade. Construir do Nordeste, perto do cliente, deixou de ser limitação e virou a própria vantagem competitiva.
É essa a tese de GTM que carregamos para as startups do estúdio: achar um cliente real e mal atendido, chegar perto, resolver de ponta a ponta e deixar a relação fazer o trabalho que o folheto de features não faz.
