Quando a gente pesquisou o mercado de software de gestão para o varejo, um detalhe saltou: a maioria dos sistemas não mostra o preço. De sete concorrentes que olhamos, cinco respondiam 'sob consulta'. Para um dono de loja — que vende um iPhone sabendo exatamente quanto custa — pedir para 'falar com um consultor' antes de saber o valor é o primeiro motivo para fechar a aba.
Preço escondido é a norma — e é um problema
Esconder o preço parece estratégia de vendas, mas no SaaS vertical costuma ser o contrário: filtra o lead na direção errada. Quem tem urgência e dinheiro quer resolver agora, não agendar reunião para descobrir a fatura. O preço oculto transfere fricção e desconfiança para o cliente justo no momento em que ele estava pronto para decidir.
O 'imposto de multi-loja'
Tem um segundo padrão tão comum quanto o preço escondido: cobrar caro de quem tem mais de uma loja. Nos ERPs genéricos, a função de multi-loja só aparece no plano mais alto — na faixa de R$ 400 a R$ 650 por mês — e a cobrança é por usuário ou por empresa. Resultado: o dono de duas ou três lojas pequenas paga preço de rede grande para ter o básico de gestão consolidada.
Preço por loja, na cara
Foi por aí que desenhamos o O Multi, a startup de gestão multi-loja do estúdio. A lógica é inverter os dois padrões: preço visível no site e cobrança por loja, não por usuário. O dono entende 'custo por ponta', coloca vendedor e gerente sem paywall e começa com o primeiro mês livre para testar na operação real.
- Preço na página, sem 'fale com vendas' para saber quanto custa
- Cobrança por loja — alinha o que se paga ao tamanho real do negócio
- Usuários inclusos, sem cobrar por cabeça
- Trial generoso: tempo de operação de verdade, não 7 dias de demo
Transparência é posicionamento
Mostrar o preço não é só cortesia — é qualificação. O lead chega ao contato já sabendo que cabe no bolso, e a conversa começa no 'como' em vez do 'quanto'. Num mercado em que quase todo mundo esconde o número, colocá-lo na cara deixa de ser detalhe e vira o diferencial.
Pricing é decisão de produto e de marca, não uma tabela escondida no fim do funil. Quando o cliente odeia surpresa na fatura, a transparência não é risco — é a parte mais fácil de vender.
